quarta-feira, 30 de junho de 2021

AMANHECEU

 


CORDEL DE LUZ


AMANHECEU


Foi dissipando o escuro

Que o Sol tomou chegada

E assim foi amanhecendo

Iluminando a Alvorada

E o Astro-rei foi subindo

Foi tão lindo, foi tão lindo

E logo expulsou os breus

Trouxe beleza e calor

E ao perceber seu valor

Entendemos todo Amor

Que há na criação de Deus!

(Merlanio)


Bom Dia com Poesia, Meuzamô!


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terça-feira, 29 de junho de 2021

A FORÇA DA POESIA

 


CORDEL DE LUZ


A FORÇA DA POESIA


A poesia é uma força,

Um canto despertador

Que acorda quem vai dormindo

Cura o que chora de dor

Alivia o sofrimento 

E na fração de um momento

Ilumina com alegria

Cumpre um divino papel

Quando entrega o seu Cordel

O poeta Menestrel

Leva magia ao seu dia!

(Merlanio)


Bom Dia com poesia, Meuzamô!


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segunda-feira, 28 de junho de 2021

DOR DO PARTO

 


CORDEL DE LUZ


DOR DO PARTO


Alma amiga, ante a dor e o sofrimento

De um planeta que todo se estertora

Onde adeuses de amores mundo afora

Desesperadamente e sem alento


Tanta notícia triste não demora

Como se fosse um grito dado ao vento

É que mundo vem passando um momento

Qual as dores de um parto nesta hora


E após a tempestade na tua alma

Vem a consolação e traz a calma

Pois que a vida segue os caminhos seus


Vai e aumenta tua fé e esperança 

Que em breve haverá cura e bonança

Na viagem que nos conduz a Deus

(Merlanio - 28.06.21)


Bom Dia com poesia, Meuzamô!


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domingo, 27 de junho de 2021

OS TRABALHADORES

 


OS TRABALHADORES – Rogaciano Leite
(Poesia que está inserida num marco da Praça Vermelha de Moscou, onde o poeta esteve em 1968 )

Uma língua de fumo, enorme, banboleante,
Vai lambendo o infinito – espessa e fatigada…
É a fumaça que sai da chaminé bronzeada
E se condensa em nuvens pelo espaço adiante!

Dir-se-ia uma serpente de inflamada fronte
Que assomando ao covil, ameaçadora e turva,
E subindo… e subindo…assim, de curva em curva,
Fosse enrolar a cauda ao dorso do horizonte!

Mas, não! É a chaminé da fábrica do outeiro
– Esse enorme charuto que a amplidão bafora –
Que vai gerando monstros pelo céu afora,
Cobrindo de fumaça aquele bairro inteiro.

Ouve-se da bigorna o eco na oficina,
O soluço da safra e o grito do martelo…
Como tigres travando ameaçador duelo
As máquinas estrugem no porão da usina!

É o antro onde do ferro o rebotalho impuro
Faz-se estrela brilhante à luz de áureo polvilho!
É o ventre do Trabalho onde gera o filho
Que estende a fronte loura aos braços do Futuro!

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Um dia, de uma ideia uma semente verte,
Resvala fecundante e, se agregando ao solo,
Levanta-se… floresce… e ei-la a suster no colo
Os frutos que não tinha – enquanto estava inerte!

Foi o germe da Luz, a flor do Pensamento
Multiplicando a ação da força pequenina:
– De um retalho de bronze uma oficina!
– De uma esteira de cal gerou um monumento!

Trabalhar! Que o trabalho é o sacrifício santo,
Estaleiro de amor que as almas purifica!
Onde o pólen fecunda, o pão se multiplica
E em flores se transforma a lágrima do pranto!

Mas não vale o Trabalho andar a passo largo
Quando a estrada é forrada de injustiça e crimes…
Porque em vez de frutos dúlcidos, sublimes,
Gera bagos mortais e de sabor amargo!

Ide ver quanto herói, quanto guindaste humano
Sob a poeira exaustiva e o calor fatigante,
Os músculos de ferro, o porte gigante,
Misturando o suor ao pão quotidiano.

Sua força é milagre! A redenção bendita!
O seu rígido braço é a enérgica alavanca
O escopro milagroso, a chave que destranca
O Reino do Progresso onde a Grandeza habita!

Sem os pés desse herói a Evolução não anda!
Sem as mães desse bravo uma nação não cresce!
A indústria não produz! A campo não floresce!
O comércio definha! A exportação debanda!

No entanto, vêde bem! Esses heróis sem nome,
Malditos animais que ainda escraviza o ouro,
Arrastam – que injustiça! – o carro do tesouro,
Atrelados à dor, à enfermidade, e à fome!

Quanto prédio imponente e de valor suntuário
Erguido para o céu, firmado no infinito,
Indiferente à dor, indiferente ao grito
De desgraça que invade a choça do operário!

De dia é no labor! Exposto ao sol e à chuva!
De noite, a infecção de uma choupana escura
Onde breve uma filha há de tornar-se impura
E u’a mulher faminta há de ficar viúva!

Nem mesmo o sono acolhe as pálpebras cansadas!
O leito é a umidêz dos fétidos mocambos!
O pão é escasso e duro! As vestes são molambos
E o calçado é paiol das ruas descalçadas!

Ali, a Medicina é estranho um só prodígio!…
Nunca um livro se abrirá em risos de esperança
Para encher de fulgor os olhos da criança,
Apontando-lhe o céu… mostrando-lhe um vestígio!…

Tudo é treva e descrença! O próprio Deus é triste
Ouvindo esse ofegar de corações humanos…
E a Lei – mulher feliz que dorme há tantos anos –
Não acorda pra ver quanta injustiça existe!

Onde está esse amor que os sacerdotes pregam?
Onde estão essas leis que o Parlamento imprime?
O Código não pode abrir o seio ao Crime,
Infamando o pudor que os Tribunais segregam!

Vêde bem da fornalha a rubra labareda!…
Olhai das chaminés o fumo que desliza!…
Pois é o sangue… É o suor do pobre que agoniza
Enquanto a lei cochila entre os divãs de seda!

Que é feito desse herói? Ninguém lhe sabe a origem!
O Poder nunca entrou nas palhas do seu teto…
Somente a esposa enferma, o filho analfabeto,
E lá nos cabarés, – a filha… que era virgem!

Existe essa legião de mártires descrentes
Em cada fim de rua, em cada bairro pobre!
É desgraça demais que num país tão nobre
Que teve um Bonifácio e deu um Tiradentes

Será preciso o sangue borbotar na lança?
E o cadáver do povo apodrecer nas ruas?
Tu não vestes, ó Lei, as próprias filhas tuas?
Morre, pois, mãe cruel, debaixo da vingança!

Mas eu vejo que breve há de chegar a hora
Em que a voz do infeliz é livre – na garganta!
Porque sei que esse Deus que nos palácios canta
É o mesmo Deus que pelos bairros chora!

Quanto riso aqui dentro! E lá fora, os brados!
Quantos leitos de seda! E quantos pés descalços!
Já que os homens não vêem esses decretos falsos,
Rasga, Cristo, o teu manto! Abriga os desgraçados!…


CAUSA SUPREMA

 


CORDEL DE LUZ


CAUSA SUPREMA


Se não fosse a escura noite

Não existiria a vida

E a Lua mais longe ou perto

Toda água era incontida

Viver seria impossível

Mas em tudo há a força incrível

Da vida nos tempos seus

Tudo é estabilidade

É equilíbrio e qualidade

Na lei de causalidade

Tal causa suprema é Deus!

(Merlanio)


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sábado, 26 de junho de 2021

ELE VEIO

 


CORDEL DE LUZ


ELE VEIO


Foi só porque Ele veio

Que o planeta despertou

O ódio perdeu a força

Que Ele o Amor semeou

Pregou em lares e abrigos

Mandou Amar inimigos

E viveu no nosso meio

Mostrou seu poder incrível

Mestre da fé acessível

Que ensinou o Amor possível

Tudo porque ELE VEIO!


Abriu o tempo de Paz

Cantou Bem aventuranças

Abrigou pobres e tristes

E semeou esperanças

Declamou luz nos sermões

Mandou se amarem as nações

Nos amparou em seu seio

Jesus o Mestre da fé

Jesus que nos pôs de pé

Jesus - o amor tão qual é

Jesus que veio! ELE VEIO!

(Merlanio)


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sexta-feira, 25 de junho de 2021

MINHA ARTE

 


CORDEL DE LUZ


MINHA ARTE


Meu canto nasceu do aboio

Do aboiador nordestino

Meus baiões vêm dos violeiros

Do improviso divino

Minha poética é Cordel,

Romance de Menestrel

Que ao meu povo alumia

Sou produto desse meio

Gorjeio desse gorjeio

Que veio do mesmo veio

De onde Deus manda a poesia!

(Merlanio)


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quinta-feira, 24 de junho de 2021

COM DEUS

 


CORDEL DE LUZ


COM DEUS


Deixa a luz do amor de Deus

Iluminar o teu ser

Dedica-te à oração

Logo que o dia nascer

Semeia a paz no caminho

Retira pedra e espinho

Sê amparo ao teu irmão

E vai espalhando o bem

Aqui, ali e mais além

Quem anda com Deus não tem

Medo de assombração!

(Merlanio)


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quarta-feira, 23 de junho de 2021

FESTA DE SÃO JOÃO NO INTERIOR DA GENTE

 


CORDEL DE LUZ


SÃO JOÃO NO INTERIOR DA GENTE


Acenda uma figurinha

Dentro do seu coração

E brinque sua festa junina

Com alegria e emoção

O São João é pra gente

Uma festa diferente

O forró a casa invade

É amor, é festa e poesia

É tradição de alegria

E o povo vive a folia

Com fé e com felicidade!

(Merlanio)


Bom Dia com Poesia, Meuzamô!


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terça-feira, 22 de junho de 2021

A TUA VOLTA

 


CORDEL DE LUZ


OLHA A TUA VOLTA


Olha à tua volta 

Que em tudo está Deus

Enche os pulmões teus

Deus está no ar

Ouve em teu entorno

Os sons de um momento

Aves, águas, vento

Criança a brincar...


Sente o que te cerca

Pois que és natureza

Tudo tem beleza

No Céu multicor

E à noite as estrelas

Tão lindas e belas

Que a luz que vem nelas

Te declara amor


Pensa nisso tudo

Pois que tudo encanta

Brinca, dança, canta

Nos caminhos teus

Há uma mão divina

Que a tudo destina

E aos poucos te ensina

Que és filho de Deus!

(Merlanio)


Bom Dia com poesia, Meuzamô!


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